O TRÁGICO VOO 447 DA AIR FRANCE
O desparecimento do avião da Air France no Oceano Atlântico com 228 pessoas a bordo, causou verdadeira comoção em todo o mundo. Muitas pessoas estão tomadas de pânico, com medo de viajar, embora se saiba que o avião é o meio mais seguro de transporte existente.
Vai demorar algum tempo até que as pessoas se esqueçam ou olhem o triste acontecimento como uma dessas fatalidades que evidentemente ocorrem, mesmo com todos os recursos tecnológicos disponíveis nos dias de hoje.
Lembro-me bem, que passei momentos de muita apreensão quando a VARIG inaugurou o voo Recife-Lisboa. Fiz parte de um grupo de jornalistas convidado para esse voo. As turbulências na viagem foram muitas, com o famoso Boeing 707 (o primeiro jato transatlântico comercial), enfrentando galhardamente a travessia oceânica. Houve, inclusive, o choque de uma ave com a cabine de comando, mas sem maiores conseqüências.
Hoje os recursos são bem maiores na aviação. Os perigos diminuiram muito, mas não cabe aquele velho refrão de que o avião não cai, e sim o derrubam.
Não é bem assim. As falhas humanas existem, mas as falhas tecnológicas também. Nada fabricado pelo homem é perfeito. Sempre haverá a possibilidade de uma falha incontornável. Por outro lado, não há oficina para corrigir defeitos em avião voando.
Resta-nos lamentar o triste episódio, com mais de duas centenas de mortos, de nacionalidades diversas. Muita dor, muito sofrimento, muita tristeza, principalmente porque, até o presente momento, não há corpos a resgatar, para o devido sepultamento.