{"id":1122,"date":"2020-10-30T18:58:15","date_gmt":"2020-10-30T21:58:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.espacoamazonico.com.br\/?p=1122"},"modified":"2021-04-04T00:35:25","modified_gmt":"2021-04-04T03:35:25","slug":"um-povo-sem-memoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacoamazonico.com.br\/?p=1122","title":{"rendered":"UM POVO SEM MEM\u00d3RIA"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Anos atr\u00e1s, conversei com uma pessoa inteligente numa fila de banco. O homem falava de uma maneira enf\u00e1tica sobre a perda da mem\u00f3ria do nosso passado, principalmente dos acontecimentos da Segunda Grande Guerra Mundial quando os nossos pracinhas foram chamados a combater em in\u00f3spitas terras italianas contra as For\u00e7as do Eixo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Compreendi, de logo, que se tratava de uma pessoa que conhecia bem os fatos, com uma precis\u00e3o absoluta, da\u00ed porque lhe indaguei se ele era pracinha. A resposta foi afirmativa e veio acompanhada da prova, atrav\u00e9s da apresenta\u00e7\u00e3o da sua carteira de ex-combatente. Falou-me, ent\u00e3o, do seu tempo como part\u00edcipe do grande acontecimento mundial que ceifou dezenas de milh\u00f5es de vidas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tomei conhecimento que hoje os pracinhas est\u00e3o completamente esquecidos. At\u00e9 bem pouco tempo, tinham onde expor os seus trof\u00e9us, as suas conquistas; hoje, j\u00e1 n\u00e3o t\u00eam sede, ficando o seu acervo conservado sabe-se se l\u00e1 como, pois foram despejados do im\u00f3vel que ocupavam na Rua das Marrecas, no centro do Rio de Janeiro.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como um pa\u00eds assim pode cuidar do seu passado, da sua hist\u00f3ria, se n\u00e3o d\u00e1 a m\u00ednima aten\u00e7\u00e3o para os seus her\u00f3is, para o acervo que armazenaram durante o tempo em que estiveram em luta, em defesa da Democracia?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Segundo me falou esse ex-combatente, os nossos queridos pracinhas n\u00e3o mais est\u00e3o autorizados nem a desfilar no 7 de Setembro, Dia da Independ\u00eancia do Brasil. \u00a0Ao me falar isso, olhei para o seu rosto, e vi uma tristeza profunda, uma m\u00e1goa imensa, estando os seus olhos marejados.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A verdade \u00e9 que um povo n\u00e3o poder\u00e1 respeitar os seus valores culturais se n\u00e3o preservar o acervo deixado por seus antepassados, se desprezar o mesmo. Todo acervo acumulado, deve ser bem guardado, preservado, para que possa resistir ao passar do tempo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ningu\u00e9m faz hist\u00f3ria sem resguardar o passado. \u00c9 preciso, assim, respeitar o nosso patrim\u00f4nio hist\u00f3rico; do contr\u00e1rio, seremos sempre um povo sem mem\u00f3ria!<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Anos atr\u00e1s, conversei com uma pessoa inteligente numa fila de banco. O homem falava de uma maneira enf\u00e1tica sobre a perda da mem\u00f3ria do nosso passado, principalmente dos acontecimentos da Segunda Grande Guerra Mundial quando os nossos pracinhas foram chamados a combater em in\u00f3spitas terras italianas contra as For\u00e7as do Eixo. 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