{"id":706,"date":"2020-09-07T18:55:35","date_gmt":"2020-09-07T21:55:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.espacoamazonico.com.br\/?p=706"},"modified":"2020-09-07T18:55:35","modified_gmt":"2020-09-07T21:55:35","slug":"a-visao-de-um-estadista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacoamazonico.com.br\/?p=706","title":{"rendered":"A VIS\u00c3O DE UM ESTADISTA"},"content":{"rendered":"\n<p>Para amar a Amaz\u00f4nia a pessoa nela deve viver o seu dia a dia, penetrar em suas entranhas, defend\u00ea-la contra a cobi\u00e7a internacional, lutar pelo aproveitamento racional de suas riquezas para, em futuro pr\u00f3ximo, v\u00ea-la cada vez mais pr\u00f3spera e pujante, servindo ao Brasil; ou, ent\u00e3o, ser um patriota convicto, e acreditar &nbsp;na Amaz\u00f4nia como sendo a solu\u00e7\u00e3o dos problemas econ\u00f4micos do nosso pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>A Amaz\u00f4nia sempre se constituiu em campo f\u00e9rtil para profundas medita\u00e7\u00f5es, para hist\u00f3rias fant\u00e1sticas sobre os seus mitos e as suas lendas, sua fauna e sua flora.<\/p>\n\n\n\n<p>Muito j\u00e1 se escreveu sobre a Regi\u00e3o havendo, assim, abundante literatura, n\u00e3o raro fantasiosa, a respeito daquele imenso peda\u00e7o do Brasil que h\u00e1 despertado a aten\u00e7\u00e3o do mundo, sob os mais variados enfoques.<\/p>\n\n\n\n<p>No passado, constitu\u00eda-se verdadeiro castigo ir para a Amaz\u00f4nia, em face da falta de condi\u00e7\u00f5es existentes na Regi\u00e3o, o que representava sofrimento e desconforto.<\/p>\n\n\n\n<p>A escassez de comunica\u00e7\u00f5es era t\u00e3o grande, que levava a pessoa a encarar o deslocamento para a Amaz\u00f4nia como um verdadeiro degredo, principalmente na chamada Amaz\u00f4nia Ocidental aonde o progresso chegou mais atrasado do que na Amaz\u00f4nia Oriental.<\/p>\n\n\n\n<p>Os tempos, por\u00e9m, mudaram. E isto se deveu ao descortino de um homem que percorreu ami\u00fade o setentri\u00e3o p\u00e1trio, em sua nobre miss\u00e3o de soldado, que foi o inesquec\u00edvel Marechal Humberto de Alencar Castello Branco. Profundo conhecedor da regi\u00e3o, sentindo na alma e no cora\u00e7\u00e3o as agruras de seus problemas, da falta de condi\u00e7\u00f5es para o seu desenvolvimento e para a sua integra\u00e7\u00e3o definitiva aos centros mais adiantados do Brasil, aquele grande brasileiro, na qualidade de Presidente da Rep\u00fablica, resolveu sacudir a Amaz\u00f4nia Ocidental de seu sono let\u00e1rgico, criando a nova Zona Franca de Manaus, da qual tive a honra de ser o seu primeiro Superintendente, entidade esta destinada a promover o desenvolvimento s\u00f3cio-econ\u00f4mico daquela parte da Amaz\u00f4nia Brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>As resist\u00eancias \u00e0 Zona Franca se fizeram sentir de imediato, n\u00e3o apenas por brasileiros de outras regi\u00f5es, mas, para minha decep\u00e7\u00e3o, da parte de alguns brasileiros da pr\u00f3pria \u00e1rea beneficiada. Eram mentalidades retr\u00f3gradas, de verdadeiros be\u00f3cios, sem senso de brasilidade, que evidenciavam incapacidade, inveja, al\u00e9m de interesses rec\u00f4nditos e inconfess\u00e1veis.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Beneficiada com a Zona Franca, a Amaz\u00f4nia Ocidental come\u00e7ou a se expandir, com a consequente melhoria das condi\u00e7\u00f5es de vida de seus habitantes. Aquela imagem negativa foi sendo apagada, dando lugar a que muitos brasileiros fizessem quest\u00e3o de ir para Manaus e para outros pontos da <strong>AO<\/strong>, para se beneficiarem do seu desenvolvimento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para amar a Amaz\u00f4nia a pessoa nela deve viver o seu dia a dia, penetrar em suas entranhas, defend\u00ea-la contra a cobi\u00e7a internacional, lutar pelo aproveitamento racional de suas riquezas para, em futuro pr\u00f3ximo, v\u00ea-la cada vez mais pr\u00f3spera e pujante, servindo ao Brasil; ou, ent\u00e3o, ser um patriota convicto, e acreditar &nbsp;na Amaz\u00f4nia como &hellip; <\/p>\n<p class=\"link-more\"><a href=\"https:\/\/www.espacoamazonico.com.br\/?p=706\" class=\"more-link\">Continue lendo<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;A VIS\u00c3O DE UM ESTADISTA&#8221;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacoamazonico.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/706"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacoamazonico.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacoamazonico.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacoamazonico.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacoamazonico.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=706"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.espacoamazonico.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/706\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":707,"href":"https:\/\/www.espacoamazonico.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/706\/revisions\/707"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacoamazonico.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=706"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacoamazonico.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=706"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacoamazonico.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=706"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}