A MÍDIA

A mídia sempre exerceu grande importância na vida de qualquer sociedade organizada.

Lembro-me bem dos jornais da minha época de repórter, todos lutando para apresentar o chamado “furo”, ou seja, matéria dada com exclusividade, o que fazia aguçar o apetite do noticiarista para farejar acontecimentos desconhecidos do público.

Um “furo”, e o repórter ficava consagrado para o resto da vida. Era um grande acontecimento em sua vida jornalística.

A força de convencimento das notícias era tão grande, que as pessoas diziam: “isto de que estão falando é verdade; deu no jornal”. Hoje, já não é assim. Há muitas notícias que são produto apenas de narrativas.

Isso tem levado as pessoas a desacreditarem na grande imprensa preferindo as notícias das redes sociais, deixando o jornalismo tradicional abalado em sua credibilidade.

POMPA FÚNEBRE

O que é a “pompa fúnebre”.

Trata-se de uma homenagem maçônica para com os mortos, numa celebração de respeito à vida daqueles que deixaram uma obra grandiosa em favor da Sublime Ordem.

Na Maçonaria, prezadas Cunhadas, prezados Sobrinhos e prezadas Sobrinhas, todos creem na existência de um princípio Criador, Deus, a quem nós chamamos de Grande Arquiteto do Universo, desmistificando a falsa crença de que o maçom é ateu. Longe disso, visto que a Maçonaria proclama a prevalência do espírito sobre a matéria. Agasalha a Maçonaria, em seu seio, pessoas de todas as crenças, raças ou religiões, sem distinção de qualquer espécie.

O nome de “pompa fúnebre” é dado, não no sentido de ostentação, mas de cumprimento à ritualística maçônica, que exige formalidades para o ato, fiel aos seus cânones. É o respeito aos que partiram para o Oriente Eterno, deixando em nosso seio um trabalho fecundo em prol da paz e da concórdia entre os homens; aos que plantaram e tiveram como resultado messes abundantes, na profícua atividade de fomentar o bem, a justiça e a fraternidade.

A pompa fúnebre reverencia os nomes dos queridos Irmãos que deixaram o mundo terreno e partiram para o Oriente Eterno.

O CRISTO REDENTOR É UMA MARAVILHA

Eu era estudante de Direito quando estive pela primeira vez no Rio de Janeiro e fiz uma visita ao Cristo Redentor, no Corcovado, Floresta Nacional da Tijuca.
Que emoção profunda!

Ao subir no bondinho, o meu coração saltitava de alegria, num deslumbramento pela belíssima paisagem em volta.
Lá em cima, aos pés do Cristo, contemplei a Cidade Maravilhosa, decantada em prosa e em versos por sua beleza indescritível.

Levei uma lembrança imorredoura para minha terra natal, Manaus, chamada de “Cidade Sorriso”, por sua acolhida a todos quantos a visitam e contemplam a beleza das matas e igarapés que a circundam. E contei a grande aventura aos meus amigos, exortando-os a uma visita ao Cristo.

Hoje, o Cristo Redentor, com os seus 90 anos de existência, é considerado uma das “Sete Maravilhas do Mundo Moderno”.

A convite do “Amigo da Ética” Aroldo assisti uma missa aos pés do Cristo Redentor, vestindo a “Camisa da Ética”. Foram momentos de muita emoção e vibração interior.
Viva o Cristo Redentor. Ele é uma Maravilha!

CORRUPÇÃO ENDÊMICA

A Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia-SPVEA, criada sob a inspiração de verdadeiros patriotas, tinha por finalidade investir 3% da arrecadação tributária da União no desenvolvimento da área, anualmente, coisa que nunca ocorreu por falta de vontade política.

Ora, se a lei fosse cumprida, com aplicações maciças na região, sem desvios de verbas, hoje a situação da Amazônia por certo seria outra, sem o isolamento em que ainda se encontra do resto do país e a pobreza franciscana que a cerca.

A SPVEA foi vivendo aos trancos e solavancos. Investindo um pouquinho aqui, um pouquinho acolá, mas sem cumprir, efetivamente, os fins para os quais fora criada. Sempre lutou contra a escassez de recursos e os que aplicava, nem sempre deram bons resultados.

Com o passar dos tempos, a SPVEA foi-se debilitando, a tal ponto que chegou à extinção, surgindo, em seu lugar, a Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia-SUDAM.

A SUDAM serviu para tudo: nepotismo, gastos inúteis, desvios de finalidades, corrupção, etc. É verdadeiramente incrível como maus brasileiros não souberam atender aos interesses da região, mas aos seus próprios interesses, levando o órgão ao descalabro administrativo. O  resultado, então, foi o seu enfraquecimento, cada vez maior.

No Brasil, quando uma entidade vai mal das pernas, o remédio tem sido o de se criar uma outra, em seu lugar.

Essa política não tem dado bons resultados. Com o passar do tempo, os males voltam a existir, porque o problema não está na entidade criada, mas sim na falta de honestidade de algumas pessoas, na cultura infame da dilapidação do erário.

A extinção de órgãos públicos até parece ser feita para desviar a atenção dos culpados. A melhor política seria a de sanear o órgão doente, punir os culpados, e fazer as coisas voltarem aos eixos, como vulgarmente se diz.

HOMENAGEM PÓSTUMA

Nossa família foi atingida pelo implacável vírus da Covid, ceifando a vida de minha querida irmã Maria das Graças Cavalcante Monteiro, em Manaus, onde sempre morou e viveu.
Éramos seis irmãos, dois homens e quatro mulheres. A Graça, como a chamávamos, era a caçula e, por isto mesmo, sempre mimada por todos da família.

Sempre foi voluntariosa. Sabia o que queria. Dedicou-se, como a mãe e as irmãs  ao Magistério, até que fez concurso e ingressou nos quadros de Fiscal de Rendas do Município de Manaus, onde veio a se aposentar.

Era casada com Plínio Monteiro, Fiscal de Rendas do Estado ao Amazonas, que faleceu ainda novo, deixando minha irmã viúva com três filhos: um médico (Plínio Filho), o outro empresário (Luís Olavo) e  a filha (Karen),  mais nova dos três,  Fiscal de Rendas do Estado.
Graça, com  sua personalidade forte , deixou muitas saudades em seus familiares e amigos.
Era cheia de vida e amava viver ao lado de seus filhos, netos e bisnetos, e dos amigos, com quais muito se reunia, antes da pandemia tomar conta do Brasil.

Mas, como disse  Fernando Pessoa, “morrer é apenas não ser visto. Morrer é a curva da estrada”.

Para nós, da família e para os amigos, querida Graça, você não morreu. Você foi chamada por Deus para integrar a constelação celeste, espargindo sua luz no espaço infinito.

Descansa em paz, minha irmã. Deixaste um bonito legado. Que Deus te tenha em ótimo lugar.