TROFÉU WALDEMAR PEDROSA

PEDROSA, VALDEMAR *rev. 1924; const. 1946; sen. AM 1946-1954. Valdemar Pedrosa nasceu em Manaus no dia 29 de março de 1888, filho de Jônatas de Freitas Pedrosa e de Ermelinda Maria Pedrosa. Seu pai foi senador pelo Amazonas de 1897 a 1913 e governador do mesmo estado de 1913 a 1917. Cursou o primário no Colégio Pedrosa e no Externato Nossa Senhora da Conceição, em sua cidade, natal, concluindo o secundário no Colégio Carneiro Ribeiro, na Bahia. Bacharelou-se em 1911 pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, então Distrito Federal. Em julho de 1912 foi nomeado professor de direito penal da Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais de Manaus e em 1913 passou a lecionar francês na Escola Normal dessa cidade, atividade que exerceria até 1937. Procurador fiscal da capital e do estado do Amazonas de 1914 a 1916, elegeu-se em 1919 deputado estadual. Reeleito em 1924, participou ativamente do movimento deflagrado em julho desse ano emManaus para apoiar os revolucionários que haviam ocupado a capital paulista sob o comando do general Isidoro Dias Lopes. Os rebeldes amazonenses depuseram o governador Turiano Meira, constituindo um governo militar chefiado pelo tenente Alfredo Augusto Ribeiro Júnior. Em fins de agosto as forças federais lideradas pelo general João de Deus Mena Barreto destituíram o governo revolucionário e prenderam seus integrantes. Como o governador deposto se recusasse a reassumir, Mena Barreto designou o coronel Raimundo Barbosa para o governo militar do estado. Em 1927, tornou-se membro do Conselho Penitenciário do estado do Amazonas. Com a vitória da Revolução de 1930 e a nomeação de Álvaro Botelho Maia como interventor no estado, assumiu em1931 a Secretaria Geral do novo governo. Nesse cargo, combateu, em agosto de 1932, o levante da fortaleza de Óbidos deflagrado em apoio à Revolução Constitucionalista de São Paulo. Os revoltosos, chefiados por Alderico Pompo de Oliveira, dominaram o forte e ocuparam diversas cidades, mas foram derrotados pelas forças legais na batalha naval de Itacoatiara. De junho a setembro de 1933, ocupou interinamente a interventoria em substituição a Álvaro Botelho Maia. No final do ano deixou a Secretaria Geral do governo estadual, tornando-se procurador da República no Amazonas. Diretor da Faculdade de Direito de Manaus em 1934, foi eleito em 1943 presidente do conselho da Ordem dos Advogados do Brasil, seção Amazonas, da qual foi um dos fundadores. Com o fim do Estado Novo (1937-1945), elegeu-se no pleito de dezembro de 1945 senador pelo Amazonas à Assembleia Nacional Constituinte na legenda do Partido Social Democrático (PSD). Assumindo o mandato em março do ano seguinte, participou da comissão encarregada de redigir o anteprojeto da Constituição. Com a promulgação da nova Carta (18/9/1946) e a transformação da Constituinte em Congresso ordinário, exerceu o mandato na legislatura que se seguiu, integrando as comissões de Redação de Leis, Especial de Leis Complementares da Constituição e Mista de Leis Complementares da Constituição, e foi ainda vice-presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Em 1948 votou favoravelmente à cassação dos mandatos dos parlamentares comunistas, medida decorrente do cancelamento, em 1947, do registro do Partido Comunista Brasileiro, então Partido Comunista do Brasil (PCB). Terceiro-secretário da mesa do Senado de março de 1951 a março de 1953, representou essa casa na reunião do Conselho de Tutela da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada em Paris em novembro de 1951, na qual se determinou a extinção a curto prazo dessa forma de vínculo colonial. Em novembro de 1954 renunciou ao mandato, deixando o Senado. Posteriormente foi nomeado ministro do Tribunal Superior do Trabalho, cargo no qual se aposentou. Procurador-geral da Santa Casa de Misericórdia, era sócio do Instituto de Direito Social do Amazonas e da Sociedade Amazonense de Criminologia, além de sócio benemérito da Associação Comercial do Amazonas e membro da Academia Amazonense de Letras. Pertenceu também à Ordem Maçônica. Faleceu em Manaus no dia 14 de junho de 1967. Era casado com Isa Alves Pedrosa, com quem teve quatro filhos. Publicou Une recherche philologique (1915), A interpretação subjetiva do artigo 34 do Código Penal (1931), Saudação ao doutor Adriano Jorge (1938), A extinção dos mandatos legislativos em face da Constituição e O Brasil na Comissão de Tutela da ONU. FONTES: BITTENCOURT, A. Dicionário; CÂM. DEP. Deputados; CISNEIROS, A. Parlamentares; Diário do Congresso Nacional; Estado de S. Paulo (19/9/1976); Grande encic. Delta; HIRSCHOWICZ, E. Contemporâneos; Jornal do Brasil (13/5/1981); PEIXOTO, A. Getúlio; ROQUE, C. Grande; SENADO. Relação; SENADO. Relação dos líderes; SILVA, G. Constituinte; TRIB. SUP. ELEIT.Dados (1).

CORRUPÇÃO ENDÊMICA

A Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia-SPVEA, criada sob a inspiração de verdadeiros patriotas, tinha por finalidade investir 3% da arrecadação tributária da União no desenvolvimento da área, anualmente, coisa que nunca ocorreu por falta de vontade política.

Ora, se a lei fosse cumprida, com aplicações maciças na região, sem desvios de verbas, hoje a situação da Amazônia por certo seria outra, sem o isolamento em que ainda se encontra do resto do país e a pobreza franciscana que a cerca.

A SPVEA foi vivendo aos trancos e solavancos. Investindo um pouquinho aqui, um pouquinho acolá, mas sem cumprir, efetivamente, os fins para os quais fora criada. Sempre lutou contra a escassez de recursos e os que aplicava, nem sempre deram bons resultados.

Com o passar dos tempos, a SPVEA foi-se debilitando, a tal ponto que chegou à extinção, surgindo, em seu lugar, a Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia-SUDAM.

A SUDAM serviu para tudo: nepotismo, gastos inúteis, desvios de finalidades, corrupção, etc. É verdadeiramente incrível como maus brasileiros não souberam atender aos interesses da região, mas aos seus próprios interesses, levando o órgão ao descalabro administrativo. O  resultado, então, foi o seu enfraquecimento, cada vez maior.

No Brasil, quando uma entidade vai mal das pernas, o remédio tem sido o de se criar uma outra, em seu lugar.

Essa política não tem dado bons resultados. Com o passar do tempo, os males voltam a existir, porque o problema não está na entidade criada, mas sim na falta de honestidade de algumas pessoas, na cultura infame da dilapidação do erário.

A extinção de órgãos públicos até parece ser feita para desviar a atenção dos culpados. A melhor política seria a de sanear o órgão doente, punir os culpados, e fazer as coisas voltarem aos eixos, como vulgarmente se diz.

HOMENAGEM PÓSTUMA

Nossa família foi atingida pelo implacável vírus da Covid, ceifando a vida de minha querida irmã Maria das Graças Cavalcante Monteiro, em Manaus, onde sempre morou e viveu.
Éramos seis irmãos, dois homens e quatro mulheres. A Graça, como a chamávamos, era a caçula e, por isto mesmo, sempre mimada por todos da família.

Sempre foi voluntariosa. Sabia o que queria. Dedicou-se, como a mãe e as irmãs  ao Magistério, até que fez concurso e ingressou nos quadros de Fiscal de Rendas do Município de Manaus, onde veio a se aposentar.

Era casada com Plínio Monteiro, Fiscal de Rendas do Estado ao Amazonas, que faleceu ainda novo, deixando minha irmã viúva com três filhos: um médico (Plínio Filho), o outro empresário (Luís Olavo) e  a filha (Karen),  mais nova dos três,  Fiscal de Rendas do Estado.
Graça, com  sua personalidade forte , deixou muitas saudades em seus familiares e amigos.
Era cheia de vida e amava viver ao lado de seus filhos, netos e bisnetos, e dos amigos, com quais muito se reunia, antes da pandemia tomar conta do Brasil.

Mas, como disse  Fernando Pessoa, “morrer é apenas não ser visto. Morrer é a curva da estrada”.

Para nós, da família e para os amigos, querida Graça, você não morreu. Você foi chamada por Deus para integrar a constelação celeste, espargindo sua luz no espaço infinito.

Descansa em paz, minha irmã. Deixaste um bonito legado. Que Deus te tenha em ótimo lugar.

O ÔNIBUS 174

Escrito por: B. AMANDE CAVALCANTE

Jardim Botânico, um dos mais agradáveis e bucólicos locais do Rio de Janeiro, onde as árvores, a passarada, a beleza, tudo lembra amor, paz, liberdade, compreensão, harmonia e solidariedade.

Pois bem, naquele bonito pedaço do Rio de Janeiro assistimos, pela televisão, boquiabertos e tristes, a uma brutal e violenta tragédia. Contrastando com a aparente paz, o ódio explodiu dentro de um ônibus que por lá circulava, fazendo a Linha l74.

Analisemos, por itens, o que ocorreu, e que acompanhamos passo a passo:

Sandro Barbosa de Lima egresso de um massacre na Candelária, brotou de um óvulo fecundado por um espermatozoide, como todo mundo; germinou na barriga de uma mãe, que ele disse ter sido assassinada, e foi jogado nas ruas da grande metrópole como centenas, milhares de Sandros, Sergios ou Alexis (crianças que não pediram para nascer) por este Brasil afora, de norte a sul, de leste a oeste, sem esperanças, sem sonhos, sem ao menos entender por que tiveram essa sorte. Nenhuma criança pede para nascer e a ignorância, o analfabetismo faz, de um ato biológico, a infelicidade em forma de ser humano, para uma vida de miséria e de dor;

Sandro, naquele dia fatídico, tinha um propósito: assaltar um ônibus e, obviamente, roubar os passageiros; naturalmente estava armado, porque já estava no mundo do crime, usando drogas e disposto a tudo: matar e morrer, segundo ele mesmo declarou;

Ao ser descoberto pela polícia, que recebeu aviso do assalto, Sandro viu o seu plano frustrado, e, com cabeça cheia de droga, enlouqueceu de vez. Quem já leu sobre a dependência química das drogas, quem sabe o que se processa com a personalidade do doente em drogas, tem consciência plena de que os neurônios se entrechocam em descargas elétricas terríveis, transformando a cabeça do doente ou drogado, como queiram, num verdadeiro vulcão;

O trabalho da polícia, com o isolamento da área, tentativas de diálogo através de um aparelho celular que o assaltante jogou pela janela, pareciam inúteis e foram realmente inúteis. O criminoso, que não se sabia se estava acompanhado de outro marginal, torturou psicológica e fisicamente as vítimas durante várias horas. Fechou as portas do ônibus o que dificultava a ação da polícia e, o revólver engatilhado e encostado à cabeça de uma das vítimas, obstaculizava a ação de atiradores de elite. O assaltante mantinha permanentemente a arma na nuca e até mesmo na boca das vítimas. A tortura a que ele submeteu duas moças, demonstrava no seu rosto uma satisfação demoníaca. Quando Samdro desceu do ônibus com a arma “grudada” na cabeça da professora Geísa, surpreendendo a todos, senti, nesse momento exato, que ela estava condenada à morte. Quem realmente matou Geísa foi Sandro. Estava, assim, selado o destino de uma professora que saiu de sua terra natal dizendo a amigos e familiares que um dia eles iriam vê-la na televisão como uma pessoa importante;

A maneira como a professora Geísa enfrentou a situação, escrevendo com o batom no vidro do ônibus o que o assaltante queria, num português correto, demonstrou o seu heroísmo e ela já apareceu como uma pessoa extraordinária, com muita calma e decisão. Não se é importante apenas por aparecer na televisão, jornais etc. (no caso, de uma maneira trágica);

Você, Geísa, professora primária, ensinando crianças carentes de um morro do Rio de Janeiro, já era importante e tinha mais notoriedade que milhares e milhares pessoas que detêm, momentaneamente, cargos ditos de relevo. Você, Geísa, como um sem-número de educadores, são pessoas importantes em qualquer país civilizado, porque, em realidade, são os educadores que desenvolvem uma nação, psicológica, social e economicamente falando. São os educadores que devem merecer o maior respeito da sociedade, e você irá fazer falta, porque será um soldado a menos nesse batalhão heroico que luta para desenvolver um país-continente contra o analfabetismo, a ignorância, a marginalidade e a violência.

Conclusão: Estamos de luto, sua família, eu, a sociedade brasileira, o Brasil inteiro. Aliás, vivemos de luto por todos os inocentes brutalmente assassinados; pela dívida social do país, pela corrupção que corrói as entranhas da nação qual um câncer em metástase.

Enfim: vivemos de luto, pela falta de qualidade de vida em que estamos mergulhados!

 (O artigo se refere ao trágico incidente ocorrido no dia 10 de junho do ano 2000).

ANTIGA BÊNÇÃO CELTA

Que o caminho venha ao teu encontro.

Que o vento sempre sopre às tuas costas e que a chuva caia suave sobre os teus campos.

E até que voltemos a nos encontrar, que Deus te sustente suavemente na palma de sua mão.

Que vivas todo o tempo que quiseres e que sempre possas viver plenamente.

Lembra, sempre, de esquecer as coisas que te entristeceram, porém nunca esqueças   de lembrar aquelas que te alegraram.

Lembra sempre de esquecer os amigos que se revelaram falsos; porém nunca esqueças de lembrar os que permaneceram fiéis.

Lembra sempre de esquecer os problemas que já passaram, porém nunca esqueças de lembrar as bênçãos de cada dia.

Que o dia mais triste de teu futuro não seja pior que o dia mais feliz do teu passado.

Que o teu teto nunca caia sobre ti e que os amigos reunidos debaixo dele nunca partam.

Que sempre tenhas palavras cálidas em um anoitecer frio, uma lua cheia em uma noite escura, e que o caminho sempre se abra à tua porta.

Que vivas cem anos, com um ano extra para arrepender-te.

Que o Senhor te guarde em sua mão, e não aperte muito os seus dedos.

Que os teus vizinhos te respeitem, os teus problemas te abandonem, os anjos te protejam, e o céu te acolha.

E que a sorte das colinas celtas te abrace.

Que as bênçãos de São Patrício te contemplem.

Que teus bolsos estejam pesados e o teu coração leve.

Que a boa sorte te persiga, e a cada dia e a cada noite tenhas muros contra os ventos, um teto para a chuva, bebidas junto ao fogo, risadas que consolem àqueles a quem amas, e que o teu coração se preencha com tudo o que desejas.

Que Deus esteja contigo e te abençoe, que vejas os filhos dos teus filhos, que o infortúnio te seja breve e te deixe rico de bênçãos.

Que não conheças nada além da felicidade, deste dia em diante.

Que Deus te conceda muitos anos de vida; com certeza, Ele sabe que a terra não tem anjos suficientes…

…e assim seja, a cada ano e para sempre!

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Hoje, 8 de março, estamos comemorando o Dia Internacional da Mulher.

Depois de séculos e séculos de discriminação, a mulher passou a ter o seu Dia Internacional. Trata-se de uma extraordinária conquista dessa brava guerreira que tem o papel mais sublime   do ser humano na face da terra: o da concepção.

A verdade é que todos os dias deviam ser dedicados à mulher, por seu trabalho no lar e fora dele, ela que soube conquistar espaços, lutando ombro a ombro com o homem, numa atividade merecedora de todos os encômios.

Muitos querem desmerecer a importância da mulher no mundo hodierno, devido à exploração sexual que fazem da mesma, na tentativa da vulgarização e da desmoralização do chamado “sexo frágil”. 

O fato, porém, é que a mulher é um ser forte, acima de tudo, espiritualmente falando. Não precisa querer igualar-se fisicamente ao homem. Não há necessidade disso.

A força interior da mulher é imbatível. Ela suporta, com estoicismo, todas as vicissitudes da vida, sendo mãe, esposa, filha e trabalhadora. Por outro lado, a   intuição feminina é indiscutível.

Às mulheres do mundo, os nossos parabéns pelo grande dia, esperando que continuem dando o seu apoio na luta por uma sociedade mais fraterna e mais humana, na busca do bem comum.