LENDAS DE PAQUETÁ

LÍCIO BRUNO

Faz algum tempo assisti, no Teatro Bennett, a encenação da bonita peça teatral “Lendas de Paquetá”. Foi um verdadeiro deleite para o espírito, ouvir a Música de Edmundo Vilani-Côrtes, com letra de Conceição Campos, estando a direção artística sob a responsabilidade de Josiane Livorkan e  a direção musical de Lício Bruno.
O Programa apresentado foi o seguinte: Abertura – minueto, a batalha, a explosão, o último tamoio e alma minha; A Pedra dos Namorados, A Ponte da Saudade, à Procura do Tesouro, O Poço de São Roque e A Pedra da Moreninha.
A Orquestra Jovem e o Coro Infantil de Paquetá deram um verdadeiro “show” de beleza e encantamento. Por outro lado, a interpretação de “Lendas de Paquetá”  pelas crianças e jovens integrantes do elenco,  foi um espetáculo deslumbrante.
Tudo muito agradável naquele fim de tarde e começo de noite, com o auditório repleto de pessoas que não regatearam aplausos aos componentes da peça teatral.
Um registro especial: a brilhante encenação e o canto mavioso do baixo-barítono Lício Bruno. Fiquei deveras enlevado, mesmo já conhecendo o Lício de outras apresentações no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
Ouvir o Lício Bruno, é sempre um presente dos deuses.

HOMENAGEM AO BERNARDINHO

Bernardinho e o seu largo sorriso de campeão

O RC do Rio de Janeiro, há anos, prestou merecida e justa homenagem ao tricampeão mundial do vôlei, o extraordinário técnico Bernardo Rocha de Rezende, o consagrado Bernardinho.

A luta, a garra e a determinação transformaram-no num verdadeiro ícone do voleibol mundial, merecendo os aplausos e as atenções de todo o orbe. Bernardinho constitui-se, assim, em verdadeiro orgulho para os meios desportistas do nosso país e do mundo.

O seu bem elaborado livro, intitulado “Transformando suor em ouro”, é um magnífico legado de um esportista vitorioso que confiava no potencial dos seus pupilos, os quais suavam muito nas quadras, para alcançar a felicidade e a glória de ostentar o ouro de suas conquistas, em todo   o mundo.

Bernardinho: você nos tem ensinado que a vida se constrói com muita luta, determinação e coragem.

Eis uma de suas exortações: “O bom profissional é aquele que nunca acha que o que conquistou é o bastante, que sempre quer algo mais, que está disposto a sacrifícios individuais em nome de um objetivo coletivo. E o bom líder é aquele que consegue incutir esse questionamento em seus colaboradores.”

Assim, é com grande orgulho que saudamos o emérito compatriota Bernardinho, filho do nosso estimado companheiro Condorcet Rezende, que foi Presidente do nosso clube, e é um extraordinário profissional do Direito em nosso Estado, sendo sócio de um dos mais respeitáveis escritórios de advocacia do país, integrado por uma brilhante turma de profissionais do Direito pátrio.

ANIVERSÁRIO DO RC DO RIO DE JANEIRO

Hoje, 28 de fevereiro, é um dia festivo para o Rotary Club do Rio de Janeiro, posto que, nesta data,  o nosso Clube completa 99 anos de existência, visto que foi admitido oficialmente em RI, sendo o primeiro em língua portuguesa a integrar tão importante organização.

Ingressei no Rotary Clube do Rio de Janeiro levado pelas mãos do saudoso companheiro Hermano Pessoa Cavalcanti que me confidenciou: ”você, Roberto,  é o primeiro e o único amigo a ser indicado por mim”.
Tenho boas recordações do Hermano: sempre muito consciente daquilo que fazia. Logo depois de minha admissão, Hermano assumiu a Presidência do Rotary do Rio de Janeiro, tendo uma profícua e equilibrada administração.

Eu já tinha alguma experiência de Rotary, visto que fui Presidente do Rotary Club Manaus/Adrianópolis que funcionava no bucólico restaurante “Chapéu de Palha”, em Manaus, capital do Estado do Amazonas.  Hermano me encarregou da página do Rotary no Jornal do Commercio, órgão que deixou de existir faz alguns anos. Cheguei a discutir com o Hermano, porque pessoas o pressionavam dizendo que eu não era jornalista, e, assim sendo, não podia ser encarregado da página do Clube na imprensa.  Finalmente, depois de muito magoado, mostrei-lhe minha carteira profissional e ele, como se diz, “deixou de pegar no meu pé”.

Em outras administrações, assumi as funções de 2º Secretário, e fiquei encarregado pelo Boletim do Rotary do Rio de Janeiro e pela página no Jornal do Commercio, até que, já cansado, passei a atuar como simples integrante do seu quadro social.

A verdade, meus amigos, é que o Rotary vem cumprindo galhardamente as suas funções e vem dando provas de sua grandeza durante estes tempos de pandemia, jamais se afastando dos princípios éticos que regem suas ações.

Saúdo, nesta grande data, a todos os companheiros rotarianos, e o faço na pessoa de nosso operoso e dinâmico Presidente Gouvêa.

RI: 117 ANOS DE EXISTÊNCIA

No dia 23 de fevereiro de 2022, o Rotary International completou 117 anos de existência profícua em prol do desenvolvimento e da amizade entre as pessoas e entre os povos.
Nasceu do idealismo de Paul Harris, em Chicago, e se espraiou pelo mundo todo, numa prova eloquente de que as boas ideias florescem sempre, desde que regadas com amor e carinho.

O Rotary tem o seu trabalho filantrópico reconhecido no mundo todo, e as suas reuniões são festas de amizade e confraternização.

O autor do artigo “As Janelas Quebradas e o Rotary”, Gerson Gonçalves, Diretor 1993-95 do Rotary Internacional, citou uma importante experiência no campo da psicologia social, descrevendo o que chamou de “as janelas quebradas”: dois automóveis idênticos foram deixados abandonados, um deles, em uma região pobre e, o outro, numa região rica dos Estados Unidos. O carro da região pobre começou logo a ser desmontado, “canibalizado”; em pouco tempo, foi totalmente destruído. Já o carro deixado na região rica, continuou intacto. Bastou, neste último caso, o vidro do carro ser quebrado, para que fosse totalmente destruído, como ocorreu no bairro pobre, surgindo, assim, igualmente, uma ação delituosa.

No artigo Gerson Gonçalves, Diretor 1993-95 do Rotary Internacional, demonstra de maneira clara a sua preocupação com a ética em Rotary, salientando que “distorções no comportamento dos rotarianos poderão trazer muitos prejuízos à nossa organização”.

O articulista assinala que a vitrine do Rotary na comunidade são seus associados, pela conduta exemplar de cada um. Assim, a distorção no comportamento de rotarianos, poderá trazer sérios prejuízos a qualquer clube rotário, começando um processo de deterioração, de maneira incontrolável.  E, acentua: “A Teoria das Janelas Quebradas nos ensina que, apesar da riqueza do local e das pessoas, não se pode permitir sequer um arranhão, quanto mais um vidro quebrado, pois será o início de um mal maior”.

O forte, portanto, em Rotary, é a ética, que deve nortear o procedimento de seus integrantes, sem desvios de conduta, para servir de incentivo a que outras pessoas ingressem em suas fileiras, visando sempre o bem comum e agindo com espírito de solidariedade e de amor ao próximo.

A TERRÍVEL DOR DA FOME

Branca Amande Cavalcante

O que eu vou contar não é historinha…É a verdade que estamos vivendo no Brasil há vários anos.

Saía eu do consultório médico que fica em um shopping, quando eu vi um pobre homem, esquelético, todo sujo, com os cabelos desgrenhados, pés no chão, todo molhado (estava chovendo) e enfrentando muito frio; enfim, um ser humano infeliz, invisível aos olhos de muitas pessoas, por ser um morador de rua.

Com tristeza imensa estampada na face, olhava as pessoas e pedia que lhes comprassem um prato de comida. Os transeuntes passavam e desviavam o olhar. Então se dirigiu a mim e disse: senhora, estou com muita fome, eu, minha mulher e filhos.

Nunca, graças a Deus, senti a dor da fome. Dizem que é a pior das dores. Aí eu lhe disse: aguarde que eu vou providenciar umas quentinhas. Um cidadão que estava próximo me reprovou, dizendo que ele queria mesmo era dinheiro para “encher a cara de cachaça”. O mendigo respondeu: “Eu quero mesmo é comida.  Estou com muita fome”.

Não aguentei e respondi ao desumano: “você já passou fome?”. Silêncio absoluto…

Comprei as quentinhas e as entreguei ao mendigo. Ele chorou e eu junto com ele.

Toda aquela miséria estampada na figura de um ser humano, igual a mim, a você e a todos nós, deixou-me constrangida, com o coração estraçalhado de viver num país tão rico e tão pobre ao mesmo tempo. Num país que podia ser um dos primeiros do mundo, mas que foi o último a libertar os escravos e que continua na escravidão de outra forma, pela falta de cultura de seu povo e pela ausência do verdadeiro e puro amor à pátria, para torná-la grande e pujante aos olhos do mundo.

Essa triste cena aqui relatada se repete todos os dias aos nossos olhos!